Baseline ausente: ganho de IA sem prova
30% de ganho com IA. Ninguém mediu o que havia antes.
O problema não é que o resultado foi ruim. É que não existe baseline com o qual compará-lo.
Sem uma fotografia do estado anterior à implementação, todo resultado com IA é percepção, não prova. E percepção não sustenta orçamento na reunião com o CFO, não justifica escala quando o board quer ROI real, e não sobrevive a um corte de custos quando alguém pergunta: "mas o que exatamente essa IA está gerando?"
"Melhoramos 30%" sem base de comparação não é dado. É feeling com cara de métrica.
O problema começa antes da implementação. Na maioria das empresas em que entro, a sequência é:
- Decide implementar a IA
- Implementa
- Mede o resultado atual
- Comemora
O que faltou: medir antes.
Tempo de ciclo do processo atual. Volume de retrabalho hoje. Horas gastas por tarefa. Custo real da operação sem IA. Essa fotografia é o ativo mais valioso do projeto, e quase ninguém a tira antes de começar.
A pergunta que o CAIO precisa responder não é "quanto ganhamos". É "em relação a quê". Porque sem isso, o número que impressionou o board hoje vira exatamente o número que ninguém consegue defender amanhã.
A sua empresa tirou essa fotografia antes de implementar IA?
Me conta nos comentários: o que vocês mediram e, principalmente, o que não mediram.
Quer aplicar isso na sua empresa?
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