Seu produto está falando há meses. A questão é se alguém na sua empresa está ouvindo.
Seu produto está falando há meses. A questão é se alguém na sua empresa está ouvindo.
A telemetria está lá: eventos capturados, sessões registradas, funis mapeados.
Mesmo assim, o roadmap do próximo trimestre vai ser decidido numa reunião onde alguém diz que 'sente que os usuários querem isso', o CEO pediu uma feature, ou o concorrente lançou algo e precisamos reagir.
O dado existe. O problema mora entre o dado e a decisão - e esse espaço ainda é ocupado por intuição disfarçada de estratégia.
É aqui que a IA muda a equação, e não porque gera dashboards mais bonitos. Muda porque consegue identificar o sinal antes de ele virar problema.
O usuário que nunca chega à funcionalidade X não está perdido por acaso. O fluxo com 70% de abandono no passo 3 está indicando que algo está errado. O padrão de sub-uso que antecede o churn aparece semanas antes do cancelamento - mas só é visível para quem está olhando com as ferramentas certas.
Com IA analisando comportamento de produto, esses padrões se tornam detectáveis, categorizáveis e priorizáveis antes de aparecerem no número de churn.
O roadmap para de ser a opinião do PM mais influente da sala e passa a refletir o que o produto está sinalizando.
A pergunta que vale fazer agora não é 'o que construir?'. É: quem, ou o quê, está ouvindo o produto falar?
Na maioria das empresas, a resposta honesta ainda é: ninguém.
Salva esse post se o seu roadmap ainda depende mais de feeling do que de sinal. E me conta nos comentários: qual é o maior gap entre a sua telemetria e as decisões reais do seu time?
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